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Destrinchando alguns tipos de RPG

O RPG é um gênero de jogo conhecido até por quem não tem o costume de jogar. Todo mundo já viu, pelo menos uma vez na vida, pessoas jogando RPG de mesa, com dados de diversas faces e personagens característicos (o cavaleiro, o mago, o druída, o bardo, etc). Mas sabia que, igual aos tradicionais dados utilizados, o próprio RPG possui várias “faces”? 


O que é RPG?

A sigla RPG significa “role-playing game”. Ou seja, é um jogo onde o jogador interpreta papéis e assume a identidade de um personagem. Isso pode ser feito tanto nos jogos de mesa como nos videogames, a partir do momento em que há a possibilidade de desenvolvimento desse personagem no decorrer da história.

Tanto no board game como no videogame, é possível evoluir habilidades, criar poções, definir estratégias para vencer combates, fazer upgrade de armaduras, armas e etc.  Além disso, o rumo da história é influenciado pelos jogadores, com suas decisões tendo poder negativo ou positivo em certos desdobramentos.


O início de tudo e o que tem a ver com “Caverna do Dragão”

Em 1971, tivemos a criação do jogo “The Fantasy Game”, que foi renomeado para “Dungeons & Dragons”, tornando-se um clássico quando se trata de RPG. A partir daí, os RPGs de mesa ultrapassaram fronteiras e foram criados inúmeros jogos além da temática medieval tradicional. 

Para quem é das antigas, o desenho “Caverna do Dragão” tem tudo a ver com D & D, justamente por ambos terem sido criados pela mesma empresa e o desenho ter o nome do jogo no título original, em inglês.


RPG de mesa x RPG de videogame

Conforme dito anteriormente, o RPG é feito por inúmeros personagens que, cada um à sua maneira, serão partes importantes para o desenrolar da história. Com isso, independente do tanto de mesas que estiverem jogando o mesmo jogo, cada história irá se desenvolver de uma maneira diferente, não seguindo uma narrativa linear. 

Quando falamos de jogos digitais do gênero RPG, algumas coisas mudam de figura. A principal delas é que, em alguns casos, não escolhemos o personagem que iremos controlar, pois já tem um pré-estabelecido. Em segundo lugar, as histórias, por mais ramificadas que sejam, já possuem uma programação de como devem se desenrolar, ficando a parte do “role-playing” para outros momentos da história, como as side quests e demais explorações do mapa.

Subclasses de RPG

Falando de videogames, dentro do gênero RPG há inúmeros subgêneros que acabam se misturando dentro um único jogo. Com certeza você irá identificar alguns deles nessa lista:


RPG de ação

Combinamos elementos e mecânicas de jogos de ação com RPG clássico. É possível estilizar seu personagem, evoluindo atributos de acordo com pontos de experiência e habilidade ganhos a cada batalha e utilizar esses upgrades para montar sua tática e combater os inimigos. 

Exemplo: The Witcher e Diablo

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The Witcher 3 – Foto: reprodução

Souslike

Outra subcategoria que vem ganhando cada vez mais adeptos é o soulslike. O nome deriva da série clássica de jogos “Souls”, do estúdio FromSoftware. 

A principal característica aqui é o nível de dificuldade elevado dos inimigos, fazendo com que as mecânicas para derrotá-los sigam mais um “macete” do que tática propriamente dita. 

Exemplo: Dark Souls, Bloodborne e Elden Ring

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Dark Souls – Foto: Arthur Pieri

Roguelike/Roguelite

Falando em subcategorias que foram batizadas com nomes de jogos clássicos, aqui temos uma que faz referência ao jogo “Rogue” de 1980. 

Os jogos da categoria rogue possuem, no geral, a caraterística de terem mapas randomizados e morte permanente, tornando o jogo mais desafiador. Porém, há uma pequena diferença no “like” e no “lite”.

No “like”, quando o jogador morre, ele perde todo o progresso e colecionáveis conquistados até ali. Já no “lite”, você morre, perde coisas, mas algumas delas ainda permanecem, para que seja possível evoluir o personagem.

Exemplo: Hades, Returnal, Vampire Survivors

Um adendo: Cuphead, mesmo sendo um jogo classificado como de plataforma e run’n’gun, conta com jogabilidade roguelike, pois não importa o quanto o jogador evoluiu para matar o chefão, se morre, precisa recomeçar tudo novamente naquela determinada fase. 

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Hades – Foto: Canaltech

Sandbox

A principal característica aqui é o mundo aberto, que pode ser visto também nos RPGs de ação, por exemplo. O jogador pode explorar todo o mundo no momento que desejar, realizando missões principais, secundárias, minigames e encontros aleatórios pelo mapa, sem comprometer o andamento natural da história. 

Exemplo: The Elder Scrolls V: Skyrim, GTA, Red Dead Redemption, Horizon Zero Dawn

Sim pessoal, aqui entram também os jogos do gênero ação e aventura. Como falei, é impossível os jogos serem “puros”.

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The Elder Scrolls V: Skyrym – Foto: Reprodução

MMORPG

Aqui temos alguns o que o pessoal pratica como esports. A sigla significa “massive multiplayer online role-playing games”. Ou seja, são vários jogadores conectados em tempo real num servidor, com um objetivo em comum. 

Exemplo: World of Warcraft, Tibia, Black Desert

Tibia – Foto: Reprodução


Tudo junto e misturado

De todos os jogos aqui mencionados, é praticamente impossível contarmos com características de jogabilidade, ambientação e narrativa de somente um estilo. Os gêneros acabam se misturando para uma melhor adaptação ao meio digital, com o objetivo de serem atraentes e estimularem o engajamento do usuário.
Alguns jogos atuais ainda preservam características clássicas dos RPGs de mesa, como Baldur ‘s Gate e Disco Elysium. Os diálogos são extensos e para concretizar uma ação, é necessário ter pontos de carisma, força, persuasão, inteligência, etc, dependendo do objetivo proposto.

Qual seu RPG favorito?

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